Sudeste, Brasil

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    caminho do diamante budismo botucatuCAMINHO DO DIAMANTE
    LINHAGEM KARMA KAGYU
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    Meditação do 16º Karmapa: Explicações pelo Lama Ole Nydahl

    Meditação do 16º Karmapa: Explicações pelo Lama Ole Nydahl
    Fonte: Buddism Today, #20, 2007
    Autor: Stefan Watzlawek e Melanie Zaremba | Tradutor: Iane Porto

    12/Fev/2017

    A Meditação do 16º Karmapa é a principal meditação em todos os nossos centros, e toda pessoa nova que vem aos nossos centros medita pela primeira vez no 16º Karmapa. Por que? O que há de tão especial sobre essa meditação?

    O Karmapa queria isso daqueles que o via como um Buda. Ele começou a dar essa meditação para mim e para Hannah em 1970, durante nossos primeiros três anos nos Himalaias. Durante os 12 anos que passamos com ele, na maioria das vezes em que ele tinha que sair, ele colocava dois pedaços escuros e grossos de papel butanês. Eles continham essa mesma meditação, escrita à mão em letras tibetanas. Ele sempre mencionava que essa prática seria muito boa para nossos amigos e que eu deveria passa-la adiante de modo que ela seria sempre relevante e útil para os ocidentais. Frequentemente, ele repetia que a meditação no Lama é o modo mais rápido de todos. Desde 1972 eu não tenho feito nada além de estabelecer centros do Caminho do Diamante para pessoas laicas ao redor do mundo. É por isso que Hanna e eu estamos totalmente convencidos de que onde quer que essa meditação seja usada, as coisas irão se encaixar. Onde essa meditação é feita, as pessoas permanecem juntas. Tudo permanece fresco e pode-se sentir a confiança e a corrente de bênçãos que ajudam que as pessoas amadureçam rapidamente. Existem vários monastérios no estilo Tibetano no Ocidente. Neles, as pessoas meditam principalmente em formas búdicas de energia e luz, e cantam invocações em Tibetano. Esses praticantes empregam o que há de melhor na ciência espiritual em relação à experiência de formas iluminadas, cores e vibrações no corpo, fala e mente. Mas a experiência nos mostra que lá, tudo desmorona facilmente. As pessoas discutem mais e há menos daquele sentimento de casa que os mantém juntos. A partir do grande presente de seu campo de poder de alegria, o 16º Karmapa conscientemente preencheu o espaço com sua corrente de consciência iluminada. Esse método é tão eficiente simplesmente porque ele era tão bom e possuía felicidade sem limites a todo tempo e em todos os lugares. Entretanto, olhando atentamente para sua estrutura, entende-se que esta prática é mais uma iniciação instantânea ao Lama do que uma meditação nele. Logo, é algo muito próximo (ao Lama).

    Como e quando a meditação no 16º Karmapa apareceu?

    Ela foi dada após a fuga do 16º Karmapa dos chineses em 1959. Naquela época, um lama de Bir, na parte ocidental dos Himalaias, pediu várias vezes ao 16º Karmapa que ele passasse algo significante, poderoso e curto para o novo mundo. E funcionou! Nenhuma meditação Tibetana é tão usada no ocidente como essa.

    É possível alcançar a iluminação fazendo apenas essa meditação?

    Citando o grande Yogi Chen, um mestre meu e de Hannah, altamente realizado que não deixou seu lar em Kalimpong por 21 anos: “Quando as essências masculina e feminina estão em equilíbrio em um lama, qualquer meditação nele é Maha-Annuatara-Yoga-Tantra, o quarto e mais alto nível de iniciação”. Nesse caso, qualquer prática de identificação com o mestre deve trazer o mais elevado nível de realização. Como nem todos os Karmapas foram monges, alegria e espaço são inseparáveis em sua transmissão. Chamada de “de-tong” em Tibetano, este é o coração do nosso Caminho do Diamante e minha própria prática diária. Depois de tomar refúgio pela manhã, tais identificações são as melhores para acumular energia e momentos de insight ao longo do dia.

    Então porque a gente ainda precisa de práticas como o Ngondro, por exemplo?

    Elas te fazem forte! E também, quando praticado do modo certo, o Ngondro pode levar ao objetivo. No entanto, a prática foi desenvolvida pra ser usada como “preliminar”. Com essa base, (a pessoa) funde-se melhor com o Lama e alcança suas qualidades. Assim, o Guru Yoga é a prática mais importante para nós.

    Isso se tornou conhecido desde que Marpa visitou Naropa na Índia pela segunda vez, há 950 anos. Naquela época, uma enorme e brilhante forma do Buda Kye Dorje (Skt. Heyajra, atualmente Oh Diamante) com sua parceira Ausência de Ego Nairatmya (Skt Dagmema), condensaram-se próximos a Naropa e eram grandes como uma casa. Este foi o aspecto mais emaranhado de Marpa. Naquele momento, quando Marpa sentiu que a forma de luz e energia era mais importante que o Lama, Naropa riu. Ele transformou toda a manifestação em energia em luz de arco-íris e a trouxe para seu coração. Então ele disse, “Conosco, tudo é o Lama.” É assim que funciona. Quem quer seja capaz de ver uma forma humana como perfeita está muito mais próxima de experimentar o mundo como terra pura do que alguém com a muito mais fáceis formas de luz e energia. Coisas próximas a nós – práticas diárias e duradouras – são as que contam.

    Onde você vê a principal diferença entre essa prática e outros Guru Yogas, como no 8º Karmapa, por exemplo?

    Em sua aplicação. A benção da linhagem e o reconhecimento da natureza da mente são as mesmas em qualquer lugar, mas essa prática (16º Karmapa) é especialmente fácil, prática, rápida e eficiente. Acima de tudo, a Hannah e eu foi dado e nós carregamos a energia do 16º Karmapa. No entanto, ao mesmo tempo, ele nos deu a meditação de sua 8ª encarnação para ser continuada após o Ngondro. O 8º Karmapa foi dado como o Yidam geral tanto para nós quanto para nossos estudantes, porque essa meditação aperta uma variedade de botões incomuns em nosso subconsciente. Todas as invocações do Lama são voas e nos mostra a mente diretamente, mas elas nos levam por caminhos diferentes. O 2º Karmapa, por exemplo, invoca um grande campo de poder protetor, o 3º nos abre a partir de desejos e insights, e o 15º une as meditações finais. Porém, para o nosso estilo de vida rápido e pensamento baseado em metas, a meditação do 16º Karmapa é certa para nós. Ele está tão próximo, seu campo de poder é tão grande, e sua vasta alegria liberadora vibra em nossos centros do Caminho do Diamante em todos os lugares. Porque ele demole todas as tendências burocráticas, ele é o chefe. 

    Quando terminamos o Ngondro e praticamos a meditação no 8º Karmapa, faz sentido praticar a meditação no 16º Karmapa também?

    Nem sempre é possível comer uma refeição completa. Às vezes, basta um cachorro quente. Com as meditações é o mesmo. Mesmo quando desfrutamos a do 8º Karmapa como nossa refeição principal, para o tempo entre meditações, a do 16º é excelente.

    Com que frequência devemos fazer a meditação do 16º Karmapa?

    Não existem regras, apenas sugestões. Pelo menos tão frequentemente que você se sinta rodeado pela bênção e que os ventos bons te levam adiante. Se as experiências são pelo menos interessantes e a vida é fresca e significativa, então a meditação funciona. Esta prática de identificação com o Lama é uma injeção de vitamina na vida de alguém.

    Nós devemos praticá-la diariamente, junto com a prática do Ngondro?

    Não é sempre possível praticar o Ngondro. Certas condições – tanto internas quanto externas – são necessárias, bem como tempo. No entanto, meditar no 16º Karmapa como (ele) sendo inseparável do seu próprio lama é imediato e fácil. Se as pessoas são mal humoradas ou cansadas durante o dia e então tomam as (três) luzes, a força dos véus se dissolve. Além disso, não é preciso tomar refúgio todas as vezes. Quem toma refúgio pela manhã e mantém um sentimento de desejar tudo de melhor a todos os seres sencientes, pode deixar o lama aparecer a qualquer momento e pode usar as luzes e os mantras quando quiser.

    Às vezes você diz que nós podemos praticar essa meditação no trabalho, durante um intervalo. Você pode explicar como fazer isso? Nós praticamos a fase de dissolução?

    A fase de dissolução do Lama em luz, fundir-se com ela e então se tornar o espaço atemporal da consciência, eu faria isso o tempo todo, mesmo que apenas por um momento. É extremamente importante. Se é possível meditar por mais tempo, é útil ir por todos os passos contidos no texto.

    É possível fazer algo de errado durante a meditação do 16º Karmapa?

    Aqui e agora, eu não consigo pensar em nada para advertir. A meditação é tão redonda, e ao seguir o texto deslizamos automaticamente de um nível de benção para o próximo. Eu diria que quem não tem problemas na cachola e sabe como ler dificilmente fará algo de errado.

    Existem pessoas para quem você não recomendaria a meditação no 16º Karmapa?

    Somente se elas não gostarem de como se sentem (com a meditação). Existem pessoas, geralmente do tipo invejoso-orgulhoso-raivoso para quem tal ligação ao mestre é demais. Eles simplesmente não gostam dessa proximidade. Então é aconselhável que eles façam o shine/lhaktong (Skt. Shamatha/vipassana), mantendo e acalmando a meditação interior, que é algo neutro. Se as pessoas não conseguem desenvolver a confiança na realização de outro ser humano, ou se eles não desfrutam disso, existem outros métodos meditativos bons mas menos completos que o Guru Yoga. Nada é mais eficiente que identificar-se, corpo, fala e mente com os de um buda.

    O que visualizamos enquanto dizemos o mantra? As luzes continuam brilhando em nossa direção nesse momento?

    Para algumas pessoas, sim, e tudo bem. A razão para inserir uma linha em branco antes do mantra no texto impresso recentemente é que alguns praticantes começavam a recitar o mantra antes de terem tomado as três luzes juntas. Isso também acontecia comigo, até que eu percebi, e também, o Shamar Rimpoche alertou contra essa tendência. As três luzes trazem, simultaneamente, a transmissão ilimitada do Grande Selo. É por isso que nós inserimos uma linha em branco ou em alguns idiomas a palavra “pausa”. Esperançosamente, assim após ter gozado da luz azul, não se deixa de tomar as três luzes como uma unidade antes da fase de mantra.

    Na fase de dissolução, tudo desaparece. Se mantivermos nossos olhos abertos, um mundo exterior ainda estará lá. Como nós devemos entender isso?

    Isso não é problema nenhum. A perturbação não é o fluxo de experiências dos sentidos, mas o hábito de julgar as coisas. Apenas esse apego prejudica a meditação de alguém, e com tal realização (essa) tendência deve se dissolver gradualmente. Certamente, percebe-se também os movimentos de seu próprio corpo, a qualidade do assento, a respiração e muitos tipos de estímulos. Estes devem ir e vir mas não devem distrair, não devem receber nenhuma importância durante a meditação. Muitas vezes eu comparo isso com assistir (as notícias) CNN ou BBC. Descansa-se na figura principal, do que está acontecendo. Por baixo disso, corre a barra de notícias. Essa barra contendo todos os tipos de informação não atrapalham e podem ainda ser úteis. E eu menciono isso em especial para as mulheres, porque elas são mais atormentadas por pensamentos. Para o benefício delas, eu espero ter encontrado um exemplo e antídoto inesquecível: Uma pessoa medita como quando se está relaxado, depois de um dia gratificante no trabalho. Calmamente, ela escuta as crianças brincando ao fundo e então só entra em ação quando percebe que elas vão colocar a irmã menor na máquina de salsichas!

    Quando as três luzes estão brilhando juntas nós experimentamos o Grande Selo e descansamos no “estado de Karmapa”. Na fase de dissolução da meditação no 16º Karmapa, há apenas “consciência, além de centro e limites”. Há alguma diferença? As duas não são fases do Grande Selo?

    Sim, elas são. Mas o Grande Selo consiste de fundação, nossa natureza Budica. Nossos métodos não dualistas; e o objetivo, a Iluminação. Aqui nós distinguimos o “ambicionado” Mahamudra com forma e um estado “realizado” de consciência além disso. O Grande Selo não tem limites. Sua base é espaço, a natureza Budica de todos os seres sencientes, mente não nascida e consciência ilimitada. E seu objetivo é consciência do espaço ilimitado – ausência de medo, alegria e compaixão. Quem experimenta, o objeto experimentado e as experiências aqui se tornam um, e o que quer que aconteça ou não no livre espaço da mente. Absorver as luzes juntas, então, nos abre para o estado definitivo de não dualidade.

    Por favor, explique cada fase da meditação.

    De modo geral, o começo e a sequência de todas as meditações Budistas são os mesmos. Observa-se a respiração e lembra-se dos quatro pensamentos básicos, do precioso corpo humano, impermanência, causalidade e razões para atingir a perfeição – até que se entenda que esses estão relacionados a si mesmo. Antes que essa realização se torne desordenado de ideias, gratamente toma-se refúgio, desenvolve-se a mente para a iluminação para o benefício de todos os seres, e então vai para a fase de construção. Nessa meditação isso significa deixar que um professor confiável apareça tão inseparável quanto o 16º Karmapa e a linhagem Kagyu – tão ‘tibetano’ quanto a pessoa goste/consiga (isto é, com a quantidade desejada de marcas culturais ao seu redor). Porém deve-se sempre haver a Coroa Preta. Sua própria forma expõe o inconsciente dos seres e permite mudanças rápidas de caráter. Essa é a fase de construção. Então segue-se para os empoderamentos do corpo e fala e mente do lama. Eles são transferidos pelas três luzes subsequentes, levando ao empoderamento final do Grande Selo, dado com as três luzes juntas. A capacidade da mente é aumentada a partir das sílabas e mantras usados. Então a forma do lama à (nossa) frente dissolve-se em luz, que se funde ao corpo experiente e, de acordo com a habilidade de cada um, tudo que interno e externo se dissolve e volta para o espaço. Agora, somente a consciência radiante permanece. A partir desse estado de consciência, a não separação entre espaço e aparências é reconhecida e a mente se torna ilimitada. Antes que quem experimenta se torne novamente confuso ou que os hábitos se recuperem, deixa-se que um mundo puro apareça. Tudo que aparece ao redor é fresco e excitante, e o potencial da mente simplesmente mostra sua riqueza com cada evento interior ou externo. Todos os seres sencientes possuem a natureza Budica, e mesmo apesar de tudo ser verdadeiro no último nível – só porque acontece ou não – a pessoa se torna livre de no nível relativo para criar as circunstancias que deseja. Tão liberdade convence quem medita de sua natureza e potencial budicos internos, e a assinatura do Caminho do Diamante é sempre a mesma: quem pratica não deixa a terra pura novamente. Ao invés disso, ele fortalece a pureza de sua experiência nas atividades diárias de acordo com suas habilidades, até que ele possa reforça-la ao máximo durante sua próxima meditação. A abertura dos praticantes a esse texto mudou marcadamente nos últimos 35 anos. No começo, tudo que era “Tibetano” era mágico e significativo – o dourado na cora e todos os detalhes dela. No entanto, somente a forma negra pentagonal da coroa denota os cabelos das 100.000 formas femininas iluminadas (dakinis ou khandros, as que andam nos céus). Aos ornamentos doados pelo Imperador Chinês devoto, há 600 anos atrás e mais tarde abençoado pelos Karmapas, são dados muita importância, bem como as riquezas do mundo abaixo da sua forma. Então as três luzes se tornaram importantes por elas mesmas. Na verdade, na versão original, elas só eram absorvidas juntas e ao mesmo tempo Foi a pedido meu e de Hannah que agora as tomamos individualmente primeiro. Mais tarde, o significado do mantra que se torna proeminente e esse movimento em direção ao importante final da meditação continua até hoje, onde a possibilidade da ação iluminada aparecendo após a consciência nua da fase de dissolução inspira muitas pessoas. A continuação da visão pura na vida diária é um trabalho que não acaba nunca e é profundamente inspirador. Trabalhar com pessoas faz sentido. Todas elas são essencialmente Budas que apenas não perceberam isso ainda. E, observando de perto, tudo acontece no esquadro mais significativo de todos. Eu penso que retornar ao mundo com o poder da meditação e melhorá-lo é o que mais inspira as pessoas agora. Porém, também é possível que – uma vez que o 17º Karmapa Thaye Dorje receba sua coroa de volta e que ela não esteja danificada, o que nós esperamos muito – os estágios iniciais da meditação reganhem sua importância. O 16º Karmapa dificilmente mostrava a coroa em público depois de 1980, e um ano depois, ele morreu.

    O que significa “descansar no (dentro do) mantra”?

    Nossas línguas não foram construídas para lidar com conceitos não dualistas, mas significa descansar no próprio som. Isso quer dizer na experiência do som, vibração e espaço sendo inseparáveis. Após ter sentido, além do pessoal, as influencias das vibrações nos próprios canais e rodas energéticos, perde-se na vibração. E então não há mais centro ou limite, isso é, na essência atemporal e ilimitado. Aqui, em especial o Om Mani Peme Hung é bastante conhecido. Suas seis sílabas removem as seis emoções perturbadoras do orgulho, inveja, apego, ignorância, ganância e raiva, e as 100 sílabas da efetiva invocação da Mente de Diamante invoca o mesmo número de famílias budicas purificadoras. Se muitas pessoas recitam o mantra juntos, tudo passa a vibrar e murmurar; e as pessoas que hora estão procurando meditar em busca de um tempo de paz interior, encontram isso aqui. Ao mesmo tempo, muitos botões do “além-do-pessoal” e os mais úteis botões do subconsciente são apertados.

    Você nos vê/imagina ainda praticando a meditação do 16º Karmapa daqui a 50 anos, ou nós estaremos fazendo outra coisa?

    Com certeza, mas provavelmente junto com outras meditações rápidas, como as de fundir um com buda ou lama da preferência que vêm de cima e manter-se nesse espaço. Eu não sei com o que que o 17º Karmapa deve nos abençoar. Eu mencionei algumas vezes que existem pessoas que gostariam de uma meditação dele. Ele pareceu um pouco assustado, como se isso não fosse necessário e me perguntou, “isso tem que ser agora?”. Ao entender que isso não era urgente, ele pareceu relaxar. Todos os Karmapas são o mesmo fluxo de consciência, e diferentes encarnações escolher trabalhar de modos diferentes.

    Existe algo mais que você gostaria de dizer nesse tópico?

    Eu gostaria de pontuar novamente a grande e preciosa oportunidade que nós temos através dos nossos guru yogas. Nós somos extremamente ricos de possuir tais conexões diretas com nossa natureza budica através das bênçãos de uma transmissão ininterrupta. E eu gostaria de garantir àqueles que conhecem pouco o Karmapa que apesar de “Karmapa” ser o título da primeira linha de reencarnações do Tibet, o fluxo de poder dessa linhagem inclui qualquer um que compartilha do seu trabalho e traz as bênçãos dos Budas a esse mundo. Também, àqueles que nunca conheceram nenhum Karmapa ou estão confusos por algum aspecto exótico da cultura Tibetana, estão totalmente incluídos através do seu desejo de beneficiar.

    Você tem algum conselho breve quanto à vida diária de um praticante do Caminho do Diamante?

    Primeiramente, mantenham a visão pura. Tentem enxergar a tudo e a todos no nível mais alto possível. Medite quando possível, mesmo que somente por alguns minutos. Use mantras quando não estiver ocupado em aprender ou outras atividades que necessitam de atividade mental e, conscientemente, desfrute das bênçãos e dos aspectos protetores. Perceba tudo que é prazeroso como uma benção e algo bom para ser compartilhado com os outros, e enxergue tudo que é desagradável como uma experiência de vida, como purificação e um ensinamento que deve ajudar os outros mais tarde. Não julgue suas meditações, e aproveite a consciência do espaço por trás e entre as experiências. Essa é a essência de sua natureza Búdica e a fonte da mais alta e atemporal alegria. Durante as repetições das prostrações e mantras, alguma distração mental é permitida. No entanto, elas devem ser evitadas na fase de dissolução com o Buda ou o Lama, ou quando meditando diretamente na mente. Além disso: memórias, pensamentos e sentimentos podem aparecer, mas eles não devem capturar a mente. Nesse caso, deixe o ladrão entrar na casa vazia. Por favor, permaneça consciente e não o deixe encontrar nada! Tudo de melhor para todos vocês e desfrutem das nossas qualidades tão ricas.


    Esta entrevista foi conduzida por Stefan Watzlawek e Melanie Zaremba em 24 de Maio de 2006, em Houston, Texas, e apareceu no volume 20 da revista Buddhism Today, publicada em 2007. Ela também é mantida no site buddhachannel.tv. Ela diz respeito à principal prática ensinada nos centros do Budismo Caminho do Diamante ao redor do mundo, a Meditação do “Guru Yoga” no 16º Karmapa.

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