Sudeste, Brasil

Sudeste, Brasil

    caminho do diamante budismo botucatuCAMINHO DO DIAMANTE
    LINHAGEM KARMA KAGYU
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    LINHAGEM KARMA KAGYU
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    LINHAGEM KARMA KAGYU
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    LINHAGEM KARMA KAGYU
    titulo meditacao

    Atividades Búdicas: Existem quatro atividades búdicas – pacificadora, enriquecedora, fascinadora e fortemente protetora. Descrevem o comportamento espontâneo, compassivo e sem esforço e a habilidade de fazer a coisa certa no momento certo. A base para esses campos de ação é permanecer naquilo que é.

    Bodhisattva: alguém que almeja a iluminação para o benefício de todos os seres sem perder a coragem. Essa atitude corresponde ao ideal do budismo do Grande Caminho, onde também se encaixa o caminho do diamante. Por um lado, o Bodhisattva é alguém que entendeu a vacuidade e que desenvolveu a compaixão e, por outro lado, esse conceito é usado para todos que fizeram a Promessa do Bodhisattva.

    Buda (Sanscrito, Tibetano: Sangye): 1) Purificado e completamente desenvolvido. Descreve o estado iluminado da mente. Sang significa completamente purificado de todos os véus que obscurecem a clareza da mente. Gye significa o desenvolvimento completo de todas as qualidades inerentes da mente, incluído a ausência de medo, alegria espontânea e atividade compassiva. 2) Aquele que acordou, em sânscrito. O Buda da nossa era é o Buda histórico ou Buda Shakyamuni, o quarto de 1.000 históricos se manifestarão nesse eon. Cada Buda histórico dá início a um novo período do Dharma.

    Caminho do Diamante (Tibetano: Dorje thegpa; Sanscrito: Vajrayana): O mais alto nível dos ensinamentos do Buda, que engloba corpo, fala e mente e tem como objetivo a iluminação. Nessa prática, o objetivo também se torna o caminho, que usa métodos rápidos que agem profundamente. Esses ensinamentos só podem ser utilizados com a perspectiva da visão em que todas as coisas são fundamentalmente puras.

    Carma: A lei de causa e efeito, segundo a qual uma pessoa experimenta o mundo de acordo com as impressões armazenadas na mente e, criadas por nós com corpo, fala e mente. Isso significa que nós mesmos decidimos, com nossas ações aqui e agora, o nosso próprio futuro.

    Coroa Preta: Atributo especial dos Karmapas. No momento da sua iluminação, o Karmapa recebeu a Coroa Preta. Tramada com os cabelos da sabedoria das Dakinis, que com ela o coroaram como o “senhor da atividade búdica”. A coroa é um campo de energia que está sempre localizado na cabeça do Karmapa e visível para os seres mais elevados. Durante a cerimônia da Coroa Preta, ele usa uma réplica dessa coroa. Ver o meditar na Coroa Preta provoca uma abertura que permite a purificação dos mais altos níveis da mente e a realização de sua natureza. É possível que uma pessoa atinja a liberação somente ao olhá-la.

    Dakini: Aspectos búdicos femininos. Aparecem como mensageiras ou protetoras dos ensinamentos.

    Dharma (Sânscrito, Tibetano: Tschö): Os ensinamentos do Buda. Traduz-se literalmente como as coisas como são. Faz parte do refúgio budista. Incorpora os três níveis de ensinamentos – o Pequeno Caminho, o Grande Caminho e o Caminho do Diamante – que o Buda deu de acordo com a disposição de seus estudantes.

    Dorje (Sânscrito, Tibetano: Vajra): Significa, literalmente, o senhor das pedras e diamantes. Símbolo da indestrutibilidade e da firmeza inabalável que caracterizam o mais alto estado da mente, a iluminação. É um objeto ritualístico que simboliza os métodos do Caminho do Diamante. Quando em conjunto com o sino, simboliza a alegria, como símbolo de compaixão.

    Estupa (Sanscrito e Tibetano: Cheurten): Uma forma, geralmente uma construção, que simboliza a iluminação perfeita, normalmente preenchida com relíquias e mantras escritos. Traduzido do tibetano, Cheur significa presentes, e ten significa fundação para oferecer presentes (ou corpo, fala e mente) para a iluminação. Representa a transformação de todas as emoções e elementos nas Cinco Sabedorias e nas Cinco Famílias Búdicas. É usada pelos budistas como um lugar para fazer desejos para o benefício de todos os seres e é contornada em sentido horário. É geralmente usada como um símbolo que representa a Sangha.

    Formas (ou Aspectos) búdicas (Tibetano: Yidam): Uma das três raízes. Expressões das qualidades infinitas da mente iluminada que aparecem como numerosas formas de luz e energia. Quando nos identificamos com elas na meditação e na vida diária, elas despertam a natureza búdica inerente a cada um. São vistas como inseparáveis do nosso lama. Para meditar nas formas búdicas, é preciso uma permissão ou uma iniciação de um lama sustentador da tradição.

    Grande Caminho (Sânscrito: Mahayana, Tibetano: Thegtschen): Caminho de todos os Bodhisattvas, onde se busca a iluminação para o benefício de todos os seres. Compaixão e sabedoria são aprofundados por meio do estudo, da análise e da meditação, que então se abrem no conhecimento.

    Grande Caminho do Meio (Sânscrito: Maha Madhymaka, Tibetano: Uma Chenpo): Visão filosófica do Grande Caminho que supera todas as opiniões extremas como a aceitação de que todas as coisas são reais bem como a ideia de que elas não são.

    Grande Selo (Sânscrito: Mahamudra, Tibetano: Chagchen e Chagya chenpo): O Grande Selo da realização. Buda prometeu que este seria o ensinamento definitivo. Ensinado principalmente pela escola Kagyü e conduz para uma experiência direta da mente. Engloba a base, o caminho e o objetivo. Com a confiança na própria natureza búdica, tenta-se descansar na inseparabilidade entre aquele que experimenta, o que é experimentado e a própria experiência. Como resultado, a mente se reconhece e sela sua iluminação.

    Guru Yoga (Sânscrito e Tibetano: Lami Naljor): Meditação na imagem do mestre (Lama) como sendo a essência de todos os Budas. A partir dessa prática, como uma forma de empoderamento, recebemos as bênçãos do corpo, fala e mente do lama, e as quatro atividades búdicas são acordadas. Com essa prática, nós nos fundimos e nos identificamos com a essência iluminada do lama.

    Iluminação: O desenvolvimento completo da mente, o estado de Buda. A mente iluminada possui dois aspectos: o condicionado (ou relativo) e o absoluto. O aspecto condicionado consiste do desejo acompanhado do próprio aperfeiçoamento a partir das Seis Ações Liberadoras, visando o benefício de todos os seres. A mente iluminada absoluta reconhece a inseparabilidade do vazio e da compaixão. Isso leva à atividade sem esforço que está além de qualquer conceito ou hesitação, uma vez que sujeito, objeto e ação não são mais experimentados separadamente.

    Karmapa: Aquele que carrega a atividade de todos os Budas. A primeira reencarnação consciente de um lama do Tibete e o líder espiritual da Karma Kargyü desde o século XII. O Karmapa incorpora a atividade de todos os budas e foi previsto pelo Buda Shakyamuni e pelo Guru Rimpoche. Antes de sua morte, os Karmapas deixam uma carta que descreve as circunstancias exatas do seu próximo renascimento.

    Incarnação do Karmapa

    Período

    Duesum Khyenpa

    1110 – 1193

    Karma Pakshi

    1204 – 1283

    Rangjung Dorje

    1284 – 1339

    Roelpe Dorje

    1340 – 1383

    Deshin Shegpa

    1384 – 1415

    Tongwa Doenden

    1416 – 1453

    Choedrak Gyamtso

    1454 – 1506

    Mikyoe Dorje

    1507 – 1554

    Wangchug Dorje

    1556 0 1603

    Choying Dorje

    1604 – 1674

    Yeshe Dorje

    1676 – 1702

    Changehub Dorje

    1703 – 1732

    Duedul Dorje

    1733 – 1797

    Thegchog Dorje

    1798 – 1868

    Khakhyab Dorje

    1871 – 1922

    Ranjung Rigpe Dorje

    1924 – 1981

    Trinley Thaye Dorje

    1983 - atual

     

    Lama (Sânscrito e Tibetano: Guru): O mais alto ou cheio de boas qualidades. Professor de budismo. Uma das três raízes. Especialmente importante no Caminho do Diamante, uma vez que é a chave para os ensinamentos mais profundos. A partir do Guru Yoga, a meditação no lama, recebe-se suas bênçãos, a partir das quais experimenta-se momentaneamente a natureza da mente. O lama espelha os Três Estados da Iluminação.

    Liberação: Libertação do ciclo da existência (Samsara). O estado da mente em que todo o sofrimento e suas causas são completamente superados. Ocorre com dissolução da ideia de um “Eu”. Nesse nível, todas as emoções perturbadoras se dissolvem. Quando as últimas ideias fixas se desprendem, então se atinge a iluminação.

    Mahasidha(s): Grandes mestres tântricos indianos, famosos por alcançarem a iluminação em uma vida, por meio do Tantra e do Grande Selo. Eles vinham de todas as camadas sociais e realizaram a verdadeira natureza da mente sob condições de vida frequentemente normais. Podiam provocar mudanças no mundo das experiências e com isso convencer seus alunos da eficiência dos métodos. Entre os grandes Mahasidhas estão Tilopa e Naropa.

    Mandala: 1) campo de força de um Buda. Forma-se a partir das incontáveis possibilidades do espaço ou o campo de força de uma energia ou um grupo. 2) Universo imaginado mentalmente, cheio de preciosidades, que presenteamos aos Budas durante a oferenda da mandala, a terceira das Práticas Preliminares.

    Manto Negro (Sânscrito: Mahakala, Tibetano: Bernagtschen): Principal protetor da linhagem Karma Kagyü. Aparece como uma forma negro-azulada, saltando ou juntamente com sua parceira Deusa Radiante (Palden Lhamo) cavalgando numa mula. Segura um cutelo na mão direita, com o qual corta todos os obstáculos. Na esquerda, segura uma vasilha de crânio com o sangue do coração do ego.

    Mantra: Vibração natural de uma forma búdica. Ativa o campo de força de um Buda.

    Marpa (1012 – 1097): Conhecido como “o Grande Tradutor”. Viajou três vezes do Tibete para a Índia, onde ele passou 16 anos aprendendo com seus mestres Naropa (de quem ele recebeu os Seis Ensinamentos de Naropa e os ensinamentos do Grande Selo) e Maitripa. Marpa foi fundamental no reestabelecimento do budismo no Tibete. Além disso, foi o primeiro segurador da linhagem Kagyu e professor de Milarepa. Sua transmissão para pessoas leigas e yogis é frequentemente chamada de Marpa Kagyu.

    Meditação (budista): Processo pelo qual a mente tenta se libertar de todos os seus véus. Para isso, faz-se uso de métodos que transformam o que foi anteriormente entendido em experiência. Em seu mais alto nível, meditar significa permanecer sem esforço naquilo que é. No Caminho do Diamante, o método mais importante é o da identificação com a Iluminação, onde se acordam os campos de poder iluminados usando mantras e mantendo a visão pura.

    Mente: Experimentada como a corrente habitual de impressões físicas e mentais. No seu estado não iluminado, expressa a habilidade de pensar, perceber e lembrar através da consciência. No seu verdadeiro estado iluminado, ela é livre do ego e é percebe a si mesma como não separada do espaço e como sendo indestrutível e ilimitada. O reconhecimento de sua verdadeira natureza leva a ausência de medo, amor espontâneo e compaixão ativa.

    Milarepa: (1040 – 1123): O principal aluno de Marpa e o professor de Gampopa. É o mais conhecido dos Tibetanos realizados, sendo reverenciado por todas as linhagens tibetanas de budismo. Num ato de vingança, ele matou 35 membros da sua família, a desejo de sua mãe. Após isso, ele buscou um modo de purificar todo o carma ruim acumulado. Ele encontrou Marpa e depositou nele sua confiança inabalável, e meditou mesmo nas mais difíceis condições, atingindo a iluminação nessa mesma vida.

    Naropa (956 – 1040): Estudante de Tilopa e professor de Marpa. Mahasidha indiano da antiga Universidade de Nalanda, uma das grandes universidades budistas da Índia. Depois de oito anos, ele saiu da universidade e se tornou um viajante em busca do seu verdadeiro professor (Tilopa). Ele foi o primeiro a escrever um compêndio com seus ensinamentos tântricos, Os Seis Ensinamentos de Naropa.

    Nirvana: O estado além do sofrimento. Em geral, a liberação do sofrimento do Samsara. Segundo o Grande Caminho é o estado perfeito ad budeidade. O Grande Nirvana significa “permanecer sem esforço naquilo que é” – o estado onde quando nada acontece é o espaço da mente e, quando algo acontece é o livre jogo do espaço. Também expressa o fato de que todas as experiências surgem como a expressão ilimitada da mente.

    Pequeno Caminho (sânscrito: Hinayana, Tibetano: Thek chung): O caminho dos que escutam, dos budas individuais ou dos realizados solitários. Aqui, o foco está na libração. Baseia-se nas quatro nobres verdades e no entendimento das leis de causa e efeito.

    Phowa: Transferência de Cosciência. Meditação da morte consciente. Com essa prática, uma pessoa se prepara para a própria morte. O resultado de uma prática realizada com sucesso é que se experimenta muito menos medo e, na hora da morte, vai para a terra pura da mais alta alegria.

    Protetor: Uma das três raízes. Eles removem os obstáculos no caminho da iluminação e transforma cada experiência em um passo no caminho. Os protetores são a fonte da atividade búdica, e juntamente com os Yidams expressam o Estado da Alegria e são essencialmente inseparáveis do Lama. Na linhagem Kagyu, o Manto Negro (Mahakala) e a Deusa Radiante (Palden Lhamo) são os protetores mais importantes.

    Refúgio: Sua tradução literal é ir para proteção. Ao encontrar a própria natureza búdica, uma pessoa se vira para os valores em que se pode confiar. Toma-se refúgio no Buda, como a meta; no Dharma como o caminho; e na Sangha (os Bodhisattvas), os amigos e ajudantes do caminho. Essas são as chamadas três jóias. Também se toma refúgio nas três raízes. Receber o refúgio do lama é o ritual que inicia a pessoa no caminho. Ele cria uma conexão entre a natureza búdica do aluno e a sabedoria atemporal de todos os budas. Como um bom sinal, o aluno recebe um nome budista e um pequeno pedaço do seu cabelo é cortado. Isso lembra ao aluno que o Buda, após deixar sua terra natal e seu castelo decidiu dedicar todo seu tempo e energia à iluminação, cortou seu cabelo.

    Reincarnação/Renascimento: Incorporação em uma vida subsequente. Não se renasce como a mesma pessoa, mas a mente segue seu hábito não iluminado de pensar que todas as coisas são reais. Ela se consolida em uma nova vida de acordo com o carma que foi construído através das ações, dos pensamentos e das palavras, e esse novo corpo experimenta um mundo novo de acordo com esse carma. Normalmente, a reencarnação ocorre involuntariamente, mas também pode acontecer conscientemente na base de bons desejos para o benefício de todos os seres, caso a natureza da mente tenha sido reconhecida.

    Retiro (budista): Meditar por dias, semanas ou anos em um local silencioso e isolado, sem as distrações da vida. Mais efetivo quando alguém tem um objetivo claro e uma agenda diária, sob a supervisão de um professor Budista. Existem os retiros abertos e fechados individuais, para casais ou grupos. Tempos de retiro criam uma distância das experiências diárias e aprofundam a experiência meditativa.

    Samsara: A roda da existência. Reencarnações involuntárias nos estados condicionados e incapacidade de dominar o mundo da experiência.

    Sangha: A comunidade de praticantes, geralmente usada descrever o grupo budista. Como parte do refúgio budista, indica os amigos realizados do caminho.

    Sino: Um objeto ritualístico usado em conjunto com o Dorje, simbolizando a sabedoria e o espaço. No nível do Caminho do Diamante, o sino e dorje juntos denotam a inseparabilidade do espaço (feminino) e da alegria (masculino), sabedoria e compaixão.

    Três Jóias: Buda, Dharma e Sangha. Todos os budistas do mundo tomam refúgio nelas.

    Três Raízes: Lama, Yidam e Protetor. Juntamente com as três jóias, fazem parte do refúgio do Caminho do Diamante e tornam possível um caminho rápido para a iluminação. Eles são a fonte da bênção, da realização e da proteção.

    Yidam: Forma búdica. Uma das três raízes. Fonte das qualidades iluminadas.

    No Budismo, meditar significa “permanecer sem esforço naquilo que é”. Este estado surge quando acalmamos e estabilizamos a mente ou quando trabalhamos com as energias internas ou sentimos emanações de luzes de diversos Budas. O método mais efetivo de meditação é o da identificação constante com a sua própria natureza Budica, não só durante as meditações, mas também fora delas. Ambos os métodos são ensinados no caminho do diamante.

    A palavra "Buda" significa “o Desperto” ou “Aquele que despertou do sono coletivo”. É o espelho atemporal do potencial inerente da mente. 

    O Buda histórico (Buda Shakyamuni), nasceu na região norte da Índia, há mais de 2500 anos, como o príncipe Siddhartha Gautama. Desde sua infância ele foi cercado por coisas belas e pela riqueza, longe de qualquer tipo de sofrimento. Ele deixou o palácio pela primeira vez aos 29 anos de idade, e, pela primeira vez, teve contato com o sofrimento humano – em forma de uma pessoa doente, uma pessoa velha e uma pessoa idosa.

    Nesse momento, ele percebeu que nada na vida era permanente e resolveu deixar o palácio para ir em busca de métodos que resultassem no fim do sofrimento humano. Sua busca durou cerca de seis anos, até que quando em meditação profunda, ele reconheceu a verdadeira natureza da mente e alcançou o estado de iluminação em baixo de uma árvore, na cidade de Bodi Gaia, no norte da Índia.

    O que ensinou Buda?

    Depois de alcançar a iluminação compartilhou seus métodos para descobrir a natureza da mente por quarenta e cinco anos. Este conjunto de Ensinamentos é conhecido como DHARMA, em tibetano Tscho, que significa “ as coisas como são” que constituem os 84.000 ensinamentos (Dharma) deixados por ele e compilados por seus alunos nos 108 volumes do Kanjur. Buda mostrou que existe algo além do mundo condicionado, então, entender como as coisas são, é a chave para o fim do sofrimento e para a entrada no estado de felicidade infinita.

    Através da meditação o que é compreendido se transforma em experiência própria e através de métodos adicionais se solidificam os níveis de consciência alcançados. A meta no Budismo é a o total desenvolvimento das qualidades e possibilidades inatas do corpo, fala e mente. No Budismo não existe dogmas e o pensamento crítico é estimulado a ponto que as últimas afirmações do Buda distanciam o Budismo de ser considerado uma religião.

    Assim, os ensinamentos de Buda tornam as pessoas destemidas, alegres e gentis, sempre tentando beneficiar o maior número de pessoas pelo maior período de tempo.

    O que são liberação e Iluminação?

    Liberação significa o reconhecimento de que o corpo os pensamentos e os sentimentos estão em constante mudança e por isso não podem constituir um “eu” ou ego real. Desta forma deixamos de nos sentir como o centro de tudo , que é a causa de todo sofrimento. A Iluminação é o próximo e definitivo passo. A mente, de forma natural expressa a ausência de medo, alegria e compaixão ativa, agindo sempre de maneira espontânea.

    Karma (causa e efeito)

    A infalível lei de Causa e Efeito onde podemos construir nosso caminho e não ficar a mercê do “ destino”. Cada um de nós é responsável pela própria vida. Esta compreensão nos libera para o acumulo intencional de impressões positivas que ajudam a plantar bons pensamentos, palavras e ações que trazem felicidades e evitam muitos sofrimentos futuros. Karmas positivos não amadurecidos podem ser fortalecidos e maturados pelos eficientes métodos do caminho do diamante. Enquanto que os karmas negativos, através dos mesmos métodos, podem ser amenizados, neutralizados e dissolvidos.

    A Escola Karma Kagyu faz parte das quatro grandes escolas antigas do Budismo Tibetano do Caminho do Diamante (Vajrayana). Como linhagem de transmissão oral direta, é especialmente focada na meditação e permite através da interação com os mestres qualificados, obter a experiência total e direta da natureza da mente. Os métodos Karma Kagyu foram ensinados pelo Buda histórico a seus estudantes mais próximos.

    Os Karmapas

    Gyalwa Karmapa é reconhecido como a primeira reencarnação consciente de um lama tibetano, que deu início a uma sucessão de Karmapas de mil anos até o atual XVII Karamapa Thaye Dorje, hoje com quase 40 anos. Em 1959, durante a invasão chinesa no Tibet o XVI Karmapa precisou abandonar o país para assegurara a transmissão da linhagem. Com a ajuda de vários estudantes o conhecimento sobre a verdadeira natureza da mente alcançou o mundo moderno.

    Mestres da Escola Karma Kagyu

    16º Karmapa

    16 karmapaSua Santidade 16º Karmapa, Rangjung Rigpe Dorje não só liderou a linhagem Karma Kagyu durante a fuga do Tibete após a invasão chinesa, mas foi responsável por espalhar a linhagem pelo mundo inteiro. Ele foi um grande mestre, que demonstrava sabedoria intuitiva, alegria e bondade amorosa. Sua atividade compassiva pelos seres vai além de qualquer palavra ou conceitos, e sua atividade era altamente respeitada através dos Himalaias – incluindo as famílias reais de Sikkim e do Butão além de mestres de outras linhagens.

    Rangjung Rigpe Dorje nasceu em 15 de junho de 1924 em Denkhok, leste de Tibete. Aos sete anos, ele recebeu sua primeira ordenação, um empoderamento em Vajravarahi, e ele se tornou um pequeno monge e recebeu seu hábito e sua coroa. Nesse mesmo ano, ele foi entronizado e realizou sua primeira cerimônia da Coroa Preta. Aos 23 anos, ele recebeu sua ordenação final, juntamente com os mais altos ensinamentos da linhagem Kagyu.

    Em 1954, juntamente com o 14º Dalai Lama e outros mestres, ele foi à China, tentar negociar com o governo chinês a melhoria da relação entre os dois países e evitar a guerra, com sucesso limitado. Mesmo após a invasão chinesa, o 16º Karmapa se recusou a deixar o Tibete até 1959, quando a hostilidade chinesa se tornou intolerável. Ele foi acompanhado por 160 lamas, monges e praticantes leigos e se estabeleceu no monastério Rumtek, em Sikkim, que nessa época estava em ruínas.

    Sua primeira visita ao ocidente ocorreu em 1974, quando ele visitou a Europa, América e Canadá, onde a cerimônia da Coroa Preta foi realizada diversas vezes. Assim, ele foi capaz de estabelecer um contato direto com seus centros ao redor do mundo e de espalhar seus ensinamentos ainda mais. Em 1979, o 16º Karmapa instalou a pedra fundamental do Karmapa International Buddhist Institute (KIBI) em Nova Delhi, num local dado a ele por Indira Gandhi para um centro estudos avançados em Budismo. Pouco tempo depois ele foi diagnosticado com câncer. Mesmo após o diagnóstico e cirurgias, ele trabalhou incansavelmente pelo Dharma até o dia de sua morte, em 5 de novembro de 1981, em Chicago, nos Estados Unidos, onde ele realizava seu tratamento.

    Visite o website Karmapa.org e saiba mais sobre a vida do 16o Karmapa.

    17º Karmapa

    17 karmapaSua Santidade, 17º Karmapa, Trinley Thaye Dorje, nasceu em 6 de maio de 1983 no Tibete, filho de grandes mestres da escola Nyingma. Assim que ele começou a falar, ele já anunciava ser o Karmapa. Em março de 1994, seguindo uma tradição de mais de 900 anos, ele foi entronizado pelo 14º Shamar Rimpoche, o segundo mais alto mestre da linhagem Kagyu. Ainda em 1994, o 17º Karmapa fugiu do Tibete e em 2003, sua educação formal estava completa, e ele recebeu o título de Vidyadhara, ou Detentor do Conhecimento dos Sutras e Tantras.

    Trinley Thaye Dorje significa Atividade Búdica Imutável e Ilimitada. Hoje ele vive em Delhi, na Índia, mas mantém uma atividade extensa, viajando, se encontrando com seus alunos e líderes mundiais. Ele é responsável por mais de 900 mosteiros e centros de meditação ao redor do mundo.

    Visite o website Karmapa.org e saiba mais sobre Sua Santidade o 17o Gyalwa Karmapa.

    Lama Ole Nydahl

    lama oleLama Ole Nydahl nasceu em 19 de março de 1941 em Copenhagen. Estudou Filosofia, Inglês e Alemão na Universidade de Copenhagen, nos EUA, em Tübingen e em Munique. Seu primeiro contato com o Budismo aconteceu em 1968, em Katmandu, no Nepal, onde estava em lua de mel com sua esposa, Hannah. Lá, eles conheceram Lopon Tsechu Rinpoche, que se tornou seu mestre e os apresentou mais tarde ao 16º Karmapa que os aceitou como seus primeiros alunos ocidentais.

    Após receberem muitos ensinamentos diretamente do 16º Karmapa e de outros grandes mestres do Budismo Tibetano, em 1972 eles foram mandados de volta para o Ocidente com a missão de ensinar e fundar centros budistas. Desde então, Lama Ole deu o Refúgio para mais de 500.000 pessoas e fundou 665 centros em todos os continentes. Desde 1973, Ole e Hannah organizaram viagens e palestras de vários mestres Tibetanos pela Europa, incluindo o 16º Karmapa.

    Em 2012, comemorou-se o aniversário de 40 anos do trabalho do Lama Ole e do Budismo Caminho do Diamante no Ocidente. Essa data foi comemorada juntamente com os grandes mestres Kagyu, incluindo o 17º Karmapa. Em 2016, no seu aniversário de 75 anos, Ole deu ensinamentos em Varsóvia, na Polônia, para mais de 4.000 pessoas.

    Hannah Nydahl

    hannahHannah Nydahl nasceu na Dinamarca em 1946. Desde criança ela tinha muitos questionamentos sobre o significado da existência e coisas do gênero. Hannah conheceu o Ole quando fazia faculdade de Francês e Literatura e eles se casaram na década de 1960 e resolveram passar sua lua de mel no Nepal, onde eles conheceram Lopon Tsechu Rimpoche e, mais tarde, o 16º Karmapa. Como nessa época poucos professores falavam inglês, ela se dedicou ao aprendizado do Tibetano e mais tarde ela traduziu muitos textos do Caminho do Diamante do Tibetano para as línguas ocidentais.

    Ela também era responsável pelo Instituto Internacional de Budismo do Karmapa (KIBI – Karmapa Internation Buddhist Institute) em Nova Delhi, India, e ainda ajudou a construir e fundar o Instituto Internacional de Estudos Tibetanos e Asiáticos (ITAS – International Institute for Tibetan and Asian Studies) em Karma Guen, no sul da Espanha. Hannah ainda deu muitos cursos e traduziu ensinamentos de muitos Lamas tibetanos, servindo assim, como uma ponte entre os Centros do Caminho do Diamante do Oeste e os mosteiros tibetanos do Leste.

    Hannah faleceu em 1 de abril de 2007, aos 60 anos, três meses após ser diagnosticada com câncer terminal de pulmão.

    Botucatu

    As atividades do Caminho do Diamante em Botucatu iniciaram em 2007 com um pequeno grupo de pessoas meditando e praticando estes ensinamentos milenares. Desde lá fomos agraciados com a vinda de dezenas de professores itinerantes e o próprio Lama Ole veio nos visitar duas vezes. As atividades ocorrem ininterruptas desde o seu início sustentadas por um grupo crescente de pessoas altruístas, inspiradoras e divertidas.

    Os Centros Budistas do Caminho do Diamante da região Sudeste do Brasil, juntamente com o grupo de Porto Alegre (RS) fazem parte dos mais 650 centros fundados pelo Lama Ole Nydahl espalhados ao redor do mundo. Tendo o 17º Gyalwa Karmapa, Trinley Thaye Dorje como como líder espiritual, os centros do Caminho do Diamante proporcionam métodos que nos ajudam a perceber a verdadeira natureza da mente e sua riqueza inerente.

    O Caminho do Diamante faz parte da linhagem Karma Kagyu, liderada pelos Karmapas – os primeiros Mestres de Budismo a reencarnarem conscientemente dentro do Tibet. Grandes Yogis, como Milarepa, Marpa, Tilopa, entre outros, traçam a história dessa linhagem até a época do Buda histórico, o Buda Shakyamuni, há mais de 2500 anos atrás. As meditações realizadas nos nossos centros remontam à métodos milenares que já beneficiaram incontáveis seres.

    Todos os centros do Caminho do Diamante funcionam de forma voluntária e se baseiam na amizade e no idealismo. Deste modo, qualquer pessoa pode aprender a meditar num ambiente amigável e assim, incorporar os ensinamentos budistas ao dia-a-dia. As meditações são guiadas em português. Não é preciso experiência prévia e a participação é gratuita.

    Todos são muito bem-vindos. E desfrutem!


    São Paulo

    O Centro Caminho do Diamante em São Paulo iniciou suas atividades em 2015, quando Patricia Wouters, que havia conhecido o Caminho do Diamante em El Salvador, decidiu criar um espaço para meditar e convidar amigos para conhecer a linhagem Karma Kagyu, o budismo e ao nosso Lama Ole. 

    Depois de algum tempo, um novo local vou preparado e reformado para as meditações e para receber os professores. O gompa, com estrutura octagonal, oferece uma bela vista da cidade e já recebeu os professores Amadeo R, Ofélia, Tommy B, Michaela F, Gerd B, Arthur P, Zsolt K, etc.


    Rio de Janeiro

    Atualmente o centro Caminho do Diamante do Rio de Janeiro encontra-se desativado.

    O centro Caminho do Diamante começou em 2014, num grande apartamento em Botafogo, onde recebemos a nossa primeira professora e palestrante, a Conça Dornelles, em Abril 2014.

    Em abril de 2015 nossos trabalhos se intensificaram com a visita da professora Ofelia Grzelinska e o início de uma aproximação com os centros de São Paulo e Botucatu: Patricia e o Mike (SP) vieram para assistir a palestra, e Monica (Btu) para fazer a tradução.

    Tivemos tambem a sorte de receber vários outros excelentes professores: Klaus Neukirchen em Maio 2015, Tommy Boggs em Agosto 2015, Amadeo Rosenheim em Abril 2016, Zsolt Kecskes em Julio 2016, e Gerd Boll em Fevereiro 2017.

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    Endereços & Horários

    BOTUCATU, SP
    sábados 17h00 e terças 21h00

    1486165096 facebook squareRua Pinheiro Machado, 8
    Centro Mapa

    +55 14 8111-7117


    SÃO PAULO, SP
    segundas 20h00

    1486165096 facebook squareRua João Ramalho, 145
    Perdizes Mapa

    +55 11 99699-2076


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