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Atividades Búdicas: Existem quatro atividades búdicas – pacificadora, enriquecedora, fascinadora e fortemente protetora. Descrevem o comportamento espontâneo, compassivo e sem esforço e a habilidade de fazer a coisa certa no momento certo. A base para esses campos de ação é permanecer naquilo que é.

Bodhisattva: alguém que almeja a iluminação para o benefício de todos os seres sem perder a coragem. Essa atitude corresponde ao ideal do budismo do Grande Caminho, onde também se encaixa o caminho do diamante. Por um lado, o Bodhisattva é alguém que entendeu a vacuidade e que desenvolveu a compaixão e, por outro lado, esse conceito é usado para todos que fizeram a Promessa do Bodhisattva.

Buda (Sanscrito, Tibetano: Sangye): 1) Purificado e completamente desenvolvido. Descreve o estado iluminado da mente. Sang significa completamente purificado de todos os véus que obscurecem a clareza da mente. Gye significa o desenvolvimento completo de todas as qualidades inerentes da mente, incluído a ausência de medo, alegria espontânea e atividade compassiva. 2) Aquele que acordou, em sânscrito. O Buda da nossa era é o Buda histórico ou Buda Shakyamuni, o quarto de 1.000 históricos se manifestarão nesse eon. Cada Buda histórico dá início a um novo período do Dharma.

Caminho do Diamante (Tibetano: Dorje thegpa; Sanscrito: Vajrayana): O mais alto nível dos ensinamentos do Buda, que engloba corpo, fala e mente e tem como objetivo a iluminação. Nessa prática, o objetivo também se torna o caminho, que usa métodos rápidos que agem profundamente. Esses ensinamentos só podem ser utilizados com a perspectiva da visão em que todas as coisas são fundamentalmente puras.

Carma: A lei de causa e efeito, segundo a qual uma pessoa experimenta o mundo de acordo com as impressões armazenadas na mente e, criadas por nós com corpo, fala e mente. Isso significa que nós mesmos decidimos, com nossas ações aqui e agora, o nosso próprio futuro.

Coroa Preta: Atributo especial dos Karmapas. No momento da sua iluminação, o Karmapa recebeu a Coroa Preta. Tramada com os cabelos da sabedoria das Dakinis, que com ela o coroaram como o “senhor da atividade búdica”. A coroa é um campo de energia que está sempre localizado na cabeça do Karmapa e visível para os seres mais elevados. Durante a cerimônia da Coroa Preta, ele usa uma réplica dessa coroa. Ver o meditar na Coroa Preta provoca uma abertura que permite a purificação dos mais altos níveis da mente e a realização de sua natureza. É possível que uma pessoa atinja a liberação somente ao olhá-la.

Dakini: Aspectos búdicos femininos. Aparecem como mensageiras ou protetoras dos ensinamentos.

Dharma (Sânscrito, Tibetano: Tschö): Os ensinamentos do Buda. Traduz-se literalmente como as coisas como são. Faz parte do refúgio budista. Incorpora os três níveis de ensinamentos – o Pequeno Caminho, o Grande Caminho e o Caminho do Diamante – que o Buda deu de acordo com a disposição de seus estudantes.

Dorje (Sânscrito, Tibetano: Vajra): Significa, literalmente, o senhor das pedras e diamantes. Símbolo da indestrutibilidade e da firmeza inabalável que caracterizam o mais alto estado da mente, a iluminação. É um objeto ritualístico que simboliza os métodos do Caminho do Diamante. Quando em conjunto com o sino, simboliza a alegria, como símbolo de compaixão.

Estupa (Sanscrito e Tibetano: Cheurten): Uma forma, geralmente uma construção, que simboliza a iluminação perfeita, normalmente preenchida com relíquias e mantras escritos. Traduzido do tibetano, Cheur significa presentes, e ten significa fundação para oferecer presentes (ou corpo, fala e mente) para a iluminação. Representa a transformação de todas as emoções e elementos nas Cinco Sabedorias e nas Cinco Famílias Búdicas. É usada pelos budistas como um lugar para fazer desejos para o benefício de todos os seres e é contornada em sentido horário. É geralmente usada como um símbolo que representa a Sangha.

Formas (ou Aspectos) búdicas (Tibetano: Yidam): Uma das três raízes. Expressões das qualidades infinitas da mente iluminada que aparecem como numerosas formas de luz e energia. Quando nos identificamos com elas na meditação e na vida diária, elas despertam a natureza búdica inerente a cada um. São vistas como inseparáveis do nosso lama. Para meditar nas formas búdicas, é preciso uma permissão ou uma iniciação de um lama sustentador da tradição.

Grande Caminho (Sânscrito: Mahayana, Tibetano: Thegtschen): Caminho de todos os Bodhisattvas, onde se busca a iluminação para o benefício de todos os seres. Compaixão e sabedoria são aprofundados por meio do estudo, da análise e da meditação, que então se abrem no conhecimento.

Grande Caminho do Meio (Sânscrito: Maha Madhymaka, Tibetano: Uma Chenpo): Visão filosófica do Grande Caminho que supera todas as opiniões extremas como a aceitação de que todas as coisas são reais bem como a ideia de que elas não são.

Grande Selo (Sânscrito: Mahamudra, Tibetano: Chagchen e Chagya chenpo): O Grande Selo da realização. Buda prometeu que este seria o ensinamento definitivo. Ensinado principalmente pela escola Kagyü e conduz para uma experiência direta da mente. Engloba a base, o caminho e o objetivo. Com a confiança na própria natureza búdica, tenta-se descansar na inseparabilidade entre aquele que experimenta, o que é experimentado e a própria experiência. Como resultado, a mente se reconhece e sela sua iluminação.

Guru Yoga (Sânscrito e Tibetano: Lami Naljor): Meditação na imagem do mestre (Lama) como sendo a essência de todos os Budas. A partir dessa prática, como uma forma de empoderamento, recebemos as bênçãos do corpo, fala e mente do lama, e as quatro atividades búdicas são acordadas. Com essa prática, nós nos fundimos e nos identificamos com a essência iluminada do lama.

Iluminação: O desenvolvimento completo da mente, o estado de Buda. A mente iluminada possui dois aspectos: o condicionado (ou relativo) e o absoluto. O aspecto condicionado consiste do desejo acompanhado do próprio aperfeiçoamento a partir das Seis Ações Liberadoras, visando o benefício de todos os seres. A mente iluminada absoluta reconhece a inseparabilidade do vazio e da compaixão. Isso leva à atividade sem esforço que está além de qualquer conceito ou hesitação, uma vez que sujeito, objeto e ação não são mais experimentados separadamente.

Karmapa: Aquele que carrega a atividade de todos os Budas. A primeira reencarnação consciente de um lama do Tibete e o líder espiritual da Karma Kargyü desde o século XII. O Karmapa incorpora a atividade de todos os budas e foi previsto pelo Buda Shakyamuni e pelo Guru Rimpoche. Antes de sua morte, os Karmapas deixam uma carta que descreve as circunstancias exatas do seu próximo renascimento.

Incarnação do Karmapa

Período

Duesum Khyenpa

1110 – 1193

Karma Pakshi

1204 – 1283

Rangjung Dorje

1284 – 1339

Roelpe Dorje

1340 – 1383

Deshin Shegpa

1384 – 1415

Tongwa Doenden

1416 – 1453

Choedrak Gyamtso

1454 – 1506

Mikyoe Dorje

1507 – 1554

Wangchug Dorje

1556 0 1603

Choying Dorje

1604 – 1674

Yeshe Dorje

1676 – 1702

Changehub Dorje

1703 – 1732

Duedul Dorje

1733 – 1797

Thegchog Dorje

1798 – 1868

Khakhyab Dorje

1871 – 1922

Ranjung Rigpe Dorje

1924 – 1981

Trinley Thaye Dorje

1983 - atual

 

Lama (Sânscrito e Tibetano: Guru): O mais alto ou cheio de boas qualidades. Professor de budismo. Uma das três raízes. Especialmente importante no Caminho do Diamante, uma vez que é a chave para os ensinamentos mais profundos. A partir do Guru Yoga, a meditação no lama, recebe-se suas bênçãos, a partir das quais experimenta-se momentaneamente a natureza da mente. O lama espelha os Três Estados da Iluminação.

Liberação: Libertação do ciclo da existência (Samsara). O estado da mente em que todo o sofrimento e suas causas são completamente superados. Ocorre com dissolução da ideia de um “Eu”. Nesse nível, todas as emoções perturbadoras se dissolvem. Quando as últimas ideias fixas se desprendem, então se atinge a iluminação.

Mahasidha(s): Grandes mestres tântricos indianos, famosos por alcançarem a iluminação em uma vida, por meio do Tantra e do Grande Selo. Eles vinham de todas as camadas sociais e realizaram a verdadeira natureza da mente sob condições de vida frequentemente normais. Podiam provocar mudanças no mundo das experiências e com isso convencer seus alunos da eficiência dos métodos. Entre os grandes Mahasidhas estão Tilopa e Naropa.

Mandala: 1) campo de força de um Buda. Forma-se a partir das incontáveis possibilidades do espaço ou o campo de força de uma energia ou um grupo. 2) Universo imaginado mentalmente, cheio de preciosidades, que presenteamos aos Budas durante a oferenda da mandala, a terceira das Práticas Preliminares.

Manto Negro (Sânscrito: Mahakala, Tibetano: Bernagtschen): Principal protetor da linhagem Karma Kagyü. Aparece como uma forma negro-azulada, saltando ou juntamente com sua parceira Deusa Radiante (Palden Lhamo) cavalgando numa mula. Segura um cutelo na mão direita, com o qual corta todos os obstáculos. Na esquerda, segura uma vasilha de crânio com o sangue do coração do ego.

Mantra: Vibração natural de uma forma búdica. Ativa o campo de força de um Buda.

Marpa (1012 – 1097): Conhecido como “o Grande Tradutor”. Viajou três vezes do Tibete para a Índia, onde ele passou 16 anos aprendendo com seus mestres Naropa (de quem ele recebeu os Seis Ensinamentos de Naropa e os ensinamentos do Grande Selo) e Maitripa. Marpa foi fundamental no reestabelecimento do budismo no Tibete. Além disso, foi o primeiro segurador da linhagem Kagyu e professor de Milarepa. Sua transmissão para pessoas leigas e yogis é frequentemente chamada de Marpa Kagyu.

Meditação (budista): Processo pelo qual a mente tenta se libertar de todos os seus véus. Para isso, faz-se uso de métodos que transformam o que foi anteriormente entendido em experiência. Em seu mais alto nível, meditar significa permanecer sem esforço naquilo que é. No Caminho do Diamante, o método mais importante é o da identificação com a Iluminação, onde se acordam os campos de poder iluminados usando mantras e mantendo a visão pura.

Mente: Experimentada como a corrente habitual de impressões físicas e mentais. No seu estado não iluminado, expressa a habilidade de pensar, perceber e lembrar através da consciência. No seu verdadeiro estado iluminado, ela é livre do ego e é percebe a si mesma como não separada do espaço e como sendo indestrutível e ilimitada. O reconhecimento de sua verdadeira natureza leva a ausência de medo, amor espontâneo e compaixão ativa.

Milarepa: (1040 – 1123): O principal aluno de Marpa e o professor de Gampopa. É o mais conhecido dos Tibetanos realizados, sendo reverenciado por todas as linhagens tibetanas de budismo. Num ato de vingança, ele matou 35 membros da sua família, a desejo de sua mãe. Após isso, ele buscou um modo de purificar todo o carma ruim acumulado. Ele encontrou Marpa e depositou nele sua confiança inabalável, e meditou mesmo nas mais difíceis condições, atingindo a iluminação nessa mesma vida.

Naropa (956 – 1040): Estudante de Tilopa e professor de Marpa. Mahasidha indiano da antiga Universidade de Nalanda, uma das grandes universidades budistas da Índia. Depois de oito anos, ele saiu da universidade e se tornou um viajante em busca do seu verdadeiro professor (Tilopa). Ele foi o primeiro a escrever um compêndio com seus ensinamentos tântricos, Os Seis Ensinamentos de Naropa.

Nirvana: O estado além do sofrimento. Em geral, a liberação do sofrimento do Samsara. Segundo o Grande Caminho é o estado perfeito ad budeidade. O Grande Nirvana significa “permanecer sem esforço naquilo que é” – o estado onde quando nada acontece é o espaço da mente e, quando algo acontece é o livre jogo do espaço. Também expressa o fato de que todas as experiências surgem como a expressão ilimitada da mente.

Pequeno Caminho (sânscrito: Hinayana, Tibetano: Thek chung): O caminho dos que escutam, dos budas individuais ou dos realizados solitários. Aqui, o foco está na libração. Baseia-se nas quatro nobres verdades e no entendimento das leis de causa e efeito.

Phowa: Transferência de Cosciência. Meditação da morte consciente. Com essa prática, uma pessoa se prepara para a própria morte. O resultado de uma prática realizada com sucesso é que se experimenta muito menos medo e, na hora da morte, vai para a terra pura da mais alta alegria.

Protetor: Uma das três raízes. Eles removem os obstáculos no caminho da iluminação e transforma cada experiência em um passo no caminho. Os protetores são a fonte da atividade búdica, e juntamente com os Yidams expressam o Estado da Alegria e são essencialmente inseparáveis do Lama. Na linhagem Kagyu, o Manto Negro (Mahakala) e a Deusa Radiante (Palden Lhamo) são os protetores mais importantes.

Refúgio: Sua tradução literal é ir para proteção. Ao encontrar a própria natureza búdica, uma pessoa se vira para os valores em que se pode confiar. Toma-se refúgio no Buda, como a meta; no Dharma como o caminho; e na Sangha (os Bodhisattvas), os amigos e ajudantes do caminho. Essas são as chamadas três jóias. Também se toma refúgio nas três raízes. Receber o refúgio do lama é o ritual que inicia a pessoa no caminho. Ele cria uma conexão entre a natureza búdica do aluno e a sabedoria atemporal de todos os budas. Como um bom sinal, o aluno recebe um nome budista e um pequeno pedaço do seu cabelo é cortado. Isso lembra ao aluno que o Buda, após deixar sua terra natal e seu castelo decidiu dedicar todo seu tempo e energia à iluminação, cortou seu cabelo.

Reincarnação/Renascimento: Incorporação em uma vida subsequente. Não se renasce como a mesma pessoa, mas a mente segue seu hábito não iluminado de pensar que todas as coisas são reais. Ela se consolida em uma nova vida de acordo com o carma que foi construído através das ações, dos pensamentos e das palavras, e esse novo corpo experimenta um mundo novo de acordo com esse carma. Normalmente, a reencarnação ocorre involuntariamente, mas também pode acontecer conscientemente na base de bons desejos para o benefício de todos os seres, caso a natureza da mente tenha sido reconhecida.

Retiro (budista): Meditar por dias, semanas ou anos em um local silencioso e isolado, sem as distrações da vida. Mais efetivo quando alguém tem um objetivo claro e uma agenda diária, sob a supervisão de um professor Budista. Existem os retiros abertos e fechados individuais, para casais ou grupos. Tempos de retiro criam uma distância das experiências diárias e aprofundam a experiência meditativa.

Samsara: A roda da existência. Reencarnações involuntárias nos estados condicionados e incapacidade de dominar o mundo da experiência.

Sangha: A comunidade de praticantes, geralmente usada descrever o grupo budista. Como parte do refúgio budista, indica os amigos realizados do caminho.

Sino: Um objeto ritualístico usado em conjunto com o Dorje, simbolizando a sabedoria e o espaço. No nível do Caminho do Diamante, o sino e dorje juntos denotam a inseparabilidade do espaço (feminino) e da alegria (masculino), sabedoria e compaixão.

Três Jóias: Buda, Dharma e Sangha. Todos os budistas do mundo tomam refúgio nelas.

Três Raízes: Lama, Yidam e Protetor. Juntamente com as três jóias, fazem parte do refúgio do Caminho do Diamante e tornam possível um caminho rápido para a iluminação. Eles são a fonte da bênção, da realização e da proteção.

Yidam: Forma búdica. Uma das três raízes. Fonte das qualidades iluminadas.

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